Infelizmente, esse maldito chamado tempo, não me permite vir aqui com a regularidade que eu gostaria. Tenho aproveitado o que me vai restando para actualizar leituras e filmes.
Não sei se ” As Quatro Penas Brancas”, pode ser chamado de filme…Não sei porque nunca sei o que se deve chamar a algo que nos transcende. Acabo já com o suspense para afirmar, categoricamente, que “As Quatro Penas” figura, a partir de agora, nos top dos meus três filmes favoritos. Grande filme…
Passado no Sudão em 1898, este filme adaptado de uma obra de A.E.W. Mason é um filme épico (e como eu tenho urticária esta palavra e este tipo de filmes) sobre a história de um oficial inglês, Harry Faversham (Heath Ledger; cada vez mais o meu actor favorito), que nas vésperas de embarcar para o combate juntamente com o seu regimento, simplesmente abandona os seus homens: isto vindo de um jovem tenente, filho de um distinto general ao serviço do maior exército do mundo, cria suspeitas de cobardia por parte de todos, nomeadamente da sua belissima noiva (Kate Hudson) e dos seus amigos de longa, entre eles Jack Durrance (Wes Bentley), que lhe oferecem quatro penas brancas como símbola da desonra e cobardia.
Faversham decide redimir-se e arranja uma nova identidade, para passar anónimo através de todo o norte de África e finalmente fazer frente ao medo que tanto o aterroriza e tornar-se no grande homem e militar que sempre esteve destinado a ser.
Um grande filme de guerra, filmado com um rigor incrível por Shekar Kapur, e onde o valor amizade nos faz pensar o caminho e a estratégia que cotidiamente estamos a servir na valorização e preservação deste valor. Referência ainda para Djimou Hounson…(descubram porquê)…
Mas já tratei de os ver…
Reese Witherspoon (uma das novas coqueluches do cinema contemporâneo), Colin Firth e Rupert Everett (que me recordo de o ter visto pela primeira vez a fazer de gay no filme o Casamento do Meu Melhor Amigo com Julia Roberts como protagonista e que não vale lá grande coisa) encabeçam o elenco de um filme surpreendente: “A Importância de Ser Ernesto”, uma comédia de enganos e costumes magistralmente escrita por Oscar Wilde (sim, esse mesmo).
Confesso que nunca tinha ouvido falar do filme e só o vi porque estava inserido numa daquelas colecções de revistas. A história é simples: sempre que Jack Worthing (Firth) se farta da monótona vida que leva no campo viaja até à cidade fazendo-se passar pelo seu imaginário irmão Ernesto, acabando por se apaixonar pela bela Gwendolen (Frances O’ Connor). Aproveitando a sua ausência, o amigo Algemon Moncrief (Everett), usando o mesmo disfarce (Ernesto), vai até ao campo ansioso por conhecer a pupila de Jack (Witherspoon), por quem se apaixona.
Esta comédia de identidades falsas rapidamente se complica quando os dois pretensos Ernestos cujas amadas adoram o nome Ernesto, por significar “honesto”, se vêem frente-a-frente e são obrigados a explicarem quem realmente são. A realização é de um perfeito desconhecido para mim, Oliver Parker) e tem ainda no elenco uma das grandes actrizes britânicas de todos os tempos, Judi Dench.
Vêm lá do canal
Reverberações
Do ladrar de um cão
Uma destas noites
Tudo vai embora:
Leve-nos.
Ladrão.
Abre-se o sinal
Sem ninguém passar
É melhor ser vão
Tudo o que pontua
A nossa escuridão
(Orlando Morais)
Uma nova Avenida Central sem grafites nas paredes e sem diarreiras mentais está nos planos para os próximos quatros anos agora que o socialismo bracarense ganhou na cidade de Braga.
Entre as propostas está também a reformulação do farricoco. A figura típica da Semana Santa bracarense vai deixar os tons fim-de-tarde (uma coisa laranjada a fugir para o vermelho terra) para voltar a assumir a sua cor negra e esperemos a discrição típica destas figuras. E já agora, espero que volte a provocar silêncio.
Acabou-se o rosa e o laranja na campanha em Braga. Viva o azul e branco. Viva a monarquia…
As campanhas eleitorais são o melhor período para os pataratas mostrarem a cara. Nunca mais é dia 12 de Outubro para voltarem para a sua hibernação…
O voto útil perdeu. Ainda bem que o povo português não é burro e tem bom-senso. Curiosamente, os apologistas desta falácia ficaram quedos e mudos sobre esta matéria. Assobiam para o ar e para as análises “elaboradas” dos resultados eleitorais.
O voto útil perdeu…
CONVÉM LEMBRAR…
“Trata-se de um comportamento, uma espécie de promiscuidade, absolutamente condenável (a passagem de pessoas de um grupo económico para o governo e que voltam ao grupo económico). E ainda é pior quando, sem vergonha, nos querem dar lições de ética. Tem-se visto muito ultimamente, alguns péssimos exemplos. Perante uma impunidade quase absoluta.”
“Há coisas que me desagradam em Sócrates. Somos muito diferentes, com culturas e formações diferentes. É natural. Quando ele se disse próximo de Blair fiquei, confesso, chocado. Gostaria mais que tivesse outras referências. Mesmo entre os anglo-saxões. Mas as coisas e as pessoas são o que são: não o que desejamos que sejam!”
“Nem sempre explicou bem as medidas tomadas. Certos ministros não funcionam bem. Cometem erros. Ninguém é perfeito.”
“Em dois anos de Governo, Sócrates acumulou demasiadas más vontades. Na classe média, no povo, no seu eleitorado tradicional. É tempo, julgo, de corrigir o rumo, pensando mais à esquerda”.
“Sócrates é, seguramente, mais pragmático do que ideólogo. Na actual conjuntura não penso que isso seja negativo. Mas as conjunturas mudam”.
(Mário Soares em entrevista ao Expresso em Junho de 2007)
Irritei-me. Sou contra a noção de voto útil. Em democracia não faz sentido apelar ao voto útil. NÃO FAZ SENTIDO. A pluridade e a diversidade social não devem estar arredadas das convicções políticas. Até porque chega de políticos a falar de coisas non-sense e sem qualquer enquadramento real, como por exemplo, nacionalizações.
O voto não é útil ou inútil. O voto é um voto. E todos os partidos politicos têm o direito de ter votos sejam eles convictos, de protesto ou aleatórios. Em democracia deveriam caber todos e não só alguns. Porque governar com maioria é fácil. O difícil é governar com outros através de consensos. E os paladinos do voto útil são aqueles que nunca conseguirão governar com outros, logo não vão conseguir decidir bem pelos outros. O voto útil é um treta. E assusta-me que haja uma camada do blagosfera que esteja a ficar afectada pelo ozono e invente teorias mirabolantes para justificar o ridículo.
O apelo deveria ser para as pessoas votaram. No PS ou no PSD; no PP ou na CDU; no MEP ou no POUS. A utilidade do voto não entra no conceito de democracia nem no de liberdade e muito menos no conceito de indivíduo…
“O facto de a mulher apelidar o marido de ‘maricas’, ‘corno’ e ‘filho da puta’, e de dizer que não precisava dele para nada, pois tinha os homens que quisesse, e de se deslocar a casa de outro homem com quem dava, a sós, passeios de automóvel, sendo tais factos injuriosos e ofensivos da dignidade do marido, deve considerar-se um procedimento gravemente ofensivo da integridade moral do outro cônjuge que compromete a possibilidade de vida em comum dos cônjuges, estando satisfeitos os requisitos previstos nos artigos 1778, alínea g) e 1779 do Código Civil, para ser decretada a separação judicial de pessoas e bens dos cônjuges.”.
Supremo Tribunal de Justiça, 9 de Julho de 1974